Grupo Cinema da Atualidade

Filme: “Preciosa – Uma História de Esperança”

Direção e Autoria: Lee Daniels

Ano:2009






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O filme trata de um drama vivido por uma garota com apenas 16 anos chamada “Claireece Preciosa Jones”, que convive com o preconceito por ser pobre, negra, analfabeta e obesa, onde aqueles que deveriam zelar pela sua integridade física e sua educação a fazem sofrer diversas privações e humilhações. Agredida não só verbalmente como também fisicamente por sua mãe, violentada por seu próprio pai desde os 3 anos de idade, teve dois filhos, sendo uma com síndrome de daw.
O autor aborda assuntos polêmicos presentes na sociedade, como violência doméstica e o incesto, que muitas vezes passam despercebidos perante as autoridades, pela falta de denúncia das vítimas ou até mesmo pela falta de intervenção estatal. Ao relatar a comovente história de Preciosa, o autor atingiu seus objetivos, trazendo ao espectador uma visão de que o amor, a educação como também a esperança, fizeram com que Preciosa seguisse de cabeça erguida, lutando por um futuro digno ao lado de seus filhos. Apesar de ter motivos para se tornar uma mulher revoltada e, até mesmo entrar para o mundo do crime, Preciosa encontrou amigos e uma professora que a amavam de verdade, incentivando-a aos estudos, mostrando-lhe uma outra realidade diferente da que ela foi criada, fazendo-a acreditar num futuro melhor e tornando-a uma mulher determinada. Este filme é indicado como forma de estímulo e superação para todas as pessoas que assim como Preciosa sofrem ou sofreram estes tipos de preconceito, violências e humilhações, para que busquem dentro de si forças suficientes para encontrar ajuda e um caminho a seguir sem perder o rumo, a autoestima e a esperança. É indicado a todas às “Preciosas”.





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a) Sugestão de Atividade para a Educação Infantil:
Literatura: Livro “Orelhas de Mariposa” (Luisa Aguilar e André Neves – Ed. Callis)
external image Mariposa.jpg1) Contar a história:
Mara tem orelhas de abano e é vítima de chacota das outras crianças. No entanto, tem uma mãe incrível. Ela lhe diz que tem orelhas de borboleta, “...orelhas que giram no ar e colorem as coisas feias.” A partir daí, a personagem tem sempre uma resposta interessante na ponta da língua.
Ex: “ – Mara só lê livros usados!
- Não!
- É que mais de mil mãos já os acariciaram.”
Crianças zombeteiras são comuns e a tristeza pode permanecer e marcar a pessoa para sempre. Sugerimos a leituras deste livro para as crianças da Educação Infantil. Elas irão rir, se divertir e se vingar com as réplicas inteligentes de Mara! Como Preciosa, Mara conseguiu superar o preconceito. Também pode ser feito um paralelo com a história do “Patinho Feio”.
Após a leitura, na rodinha, partir para uma conversa sobre as imperfeições de cada um. Perguntar se alguém já se sentiu magoado com algum apelido maldoso. Refletir com as crianças sobre o assunto, combinar criar e registrar uma resposta bem criativa e divertida para usar e ser dada quando alguém quiser nos machucar. Autoestima é coisa séria!
b) Sugestão de Atividade para as primeiras séries do Ensino Fundamental:

1ª etapa: partir de um livro que aborde o tema das diferenças que geram ocasiões de hostilidade e violência.
Observação: para alunos do 5º ano, poderia ser passado algum trecho do filme.
2ª etapa: discussão do tema com os alunos.
3ª etapa: produção de texto coletivo (em cada turma), com as reflexões dos alunos a respeito do tema.
4ª etapa: confecção de trabalhos para exposição :
- reprodução com massinha de modelar, de crianças brincando no pátio;
- recorte e colagem de gravuras de pessoas em situações amistosas;
- confecção de uma caixa para correio da amizade;
- cartazes com reportagens sobre a violência nas escolas X histórias de sucesso escolar
- mural interativo para toda a escola, com Quiz.
5ª etapa: exposição dos trabalhos para toda a comunidade escolar.
6ª etapa e "conclusão": em cada sala haveria um cartaz com a "Árvore da Amizade", que consistiria numa árvore sem a copa, mas que seria preenchida com folhinhas coladas pelos alunos a cada gesto bom praticado dentro ou fora do espaço escolar. Podendo também, uma vez por semana, haver trocas de experiências sobre as boas ações praticadas.

Acreditamos que também a “Escola” como um todo deva participar. Para tanto, seguem mais algumas sugestões:

1- Criar elos entre a escola e a comunidade através do surgimento de projetos de apoio e solidariedade a crianças carentes, idosos, portadores de necessidades especiais ou ainda trabalhando em favor da cultura, do meio-ambiente, da ciência e da arte podem ser formas de estimular e promover adolescentes e jovens a ver mais sentido para suas vidas. Tente discutir parcerias entre sua escola e entidades assistenciais de sua cidade nos planejamentos anuais.
2- As escolas têm que trabalhar a tolerância e a integração entre todas as pessoas que fazem parte de sua comunidade. O respeito e a consideração têm que existir como forma de preparação para outras instâncias de nossas vidas. Não é admissível que continuem prevalecendo situações em que alunos sejam agredidos ou ofendidos apenas por não se posicionarem da mesma forma, por não se vestirem de modo assemelhado, por torcerem por times diferentes...
3- O trabalho desenvolvido nas escolas, em salas de aula, tem que ser mais significativo para os estudantes. Isso quer dizer, na prática, que os alunos devem participar, necessariamente das atividades, sendo inseridos nos projetos a partir de elementos que os envolvam, que sejam interessantes. Mas como tornar os temas das diversas matérias atraentes aos olhos dos estudantes? Que tal realizar aproximações entre a realidade e os assuntos estudados? São as tais “pontes” de ligação entre o que vivemos, portanto aquilo que é prático e palpável, com conteúdos e teorias que nos auxiliam a compreender com profundidade tudo aquilo que nos cerca...

Trabalho elaborado por:

GRUPO SOL:

Componentes:

Julia Gama, Maria Fernanda B. Fagundes, Renata Luna Costa Peixoto Fortuna, Sandra G. Araujo e Valeria Lavall.